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Como é bom saber que as pessoas são capazes de superar seus medos, suas aflições, suas angústias. Eu fico super feliz quando leio histórias como a da Farmacêutica Joyce, que vocês vão saber em breve. Em fevereiro recebi o primeiro e-mail dela elogiando o Dossiê e pedindo informações sobre a imigração irlandesa. A Joyce já estava decidida a estudar em Bray e trabalhar como au pair. Trocamos dezenas de e-mails até o embarque. Tudo ocorreu como planejamos. O que não planejamos, a Joyce conta num texto que me deixou emocionada. Vejam só:
Hoje (18/06) fazem exatamente 2 meses que deixei o meu Lar Doce Lar cheia de expectativas, sonhos, dúvidas e é claro medos. Lembro-me bem como foi difícil ficar dentro daquele avião por 12 horas seguidas e de não entender nada do que o transfer falava…

Depois de o casal batalhar para encontrar um apartamento, abrir uma conta no banco, retirar o PPS e outras coisas mais, chegou a hora da busca por um trabalho. A boa notícia é que Maristela já foi contratada em um hotel e Thanius faz alguns freelas para o jornal (Metrô) que circula no Dart (trem).
Oi Zê… tudo joia?!
Então menina, consegui um trabalho na semana passada… Depois de quase um mês entregando currículos. Não foi fácil! Arranjei um emprego de housekeeper em Dun Laghaire, no Kingston Hotel. Nossa, é puxado viu!!!

No mês de março a Maristela e o Thanius partiram em busca de um sonho: estudar e trabalhar na Irlanda. Foram meses de pesquisa e preparação. Eu tive o prazer de ajudá-los em todas as etapas desse intercâmbio.
Lembro muito bem da Maristela sempre preocupada com todos os detalhes. Ela é tão cuidadosa que fez 2 seguros saúde. Trocamos dezenas de e-mails, desde o primeiro contato, através do Dossiê, até há poucas semanas. E vamos continuar trocando, pois faço questão de saber notícias de todos que encaminho para essa jornada. Com a Maristela e o Thanius não foi diferente. Fiquei super emocionada com os últimos depoimentos.

A minha experiência como au pair foi muito bacana enquanto estive na Irlanda. Morava com uma família irlandesa em Enninskerry (a 10 minutos de Bray). Eu tinha meu próprio quarto com banheiro e podia sair e voltar a hora que desejasse. Desde que não estivesse no horário de trabalho, claro. Minha função era cuidar de uma menina linda de menos de 2 anos e do irmão dela de 7 anos. Eu frequentava a escola em Bray no horário da manhã e minha rotina como au pair começava entre 17h e 18h até umas 11h. Fazer trabalhos leves na casa também era necessário.

Esta semana recebi vários relatos de brasileiros que fizeram no Brasil o seguro de saúde GTA Bronze, que não foi aceito pela imigração irlandesa. O fato é que desde 01 de janeiro de 2011 foram alteradas as regras para o seguro saúde de estudantes que vão permanecer um ano ou menos na Irlanda. O site da imigração informa que apenas serão aceitos seguros estrangeiros com cobertura de 25 mil euros para acidente e 25 mil euros para doenças.

Em dezembro o governo irlandês anunciou algumas novas regras para estudantes, de fora da União Europeia, que pretendem estudar na Irlanda. Numa primeira análise, para o visto de “Language and Non-Degree” (idioma e não graduação) os requisitos continuavam os mesmos. O que estaria excelente, afinal muitas foram as especulações sobre as novas regras que entrariam em vigor em 2011. Mas existem, sim, mudanças pela frente. O site do Serviço de Imigração da Irlanda, através de um anexo, deixa bem claro que a partir de 01 de abril todo estudante de idiomas deverá comprovar que possui 3000 mil euros em sua conta bancária, para se manter (teoricamente) sem precisar apelar para trabalhos temporários.

Esse post faz referência as dezenas de comentários dos leitores do Dossiê, que questionam sobre a “crise” na Irlanda. Todos perguntam: “Devo manter os planos de fazer um intercâmbio? Esse será o primeiro post de vários, sobre o assunto. Eu começo com um depoimento escrito pelo amigo que conheci em Bray, o Marcos. “Em suma, atualmente a Irlanda continua sendo um bom local para estudar o idioma mas para ganhar dinheiro, esquece, foi a época. Aqui se ganha, aqui se gasta. Essa é a frase que resume o atual status irlandês”. (…)

Minha percepção de algumas situações mudou. Não consigo mais ver mendigos, crianças pedindo esmola, homens bêbados nas ruas, notícias de arrastões como algo normal. Também não estava mais acostumada a sentir tanto sol nos olhos e a comer tão bem por tão pouco.