
Esse post é dedicado a minha leitora Luciana que assim como outros frequentadores do Dossiê está curiosa para saber o que farei daqui para frente. Acredito que as próximas semanas serão um fase de readaptação. A Luciana sabe bem do que estou falando porque já morou fora (Portugal) e quando voltou teve um choque. Mas isso passa, claro. Também será um período de rever a família e amigos. Depois a luta continua. A minha intenção desde o início foi ir para Irlanda aprender inglês para depois dar um “up” na minha carreira como jornalista.

A sensação de saber que voltei ao meu país é maravilhosa, acreditem. E a boa notícia é que decidi continuar com o Dossiê mesmo estando no Brasil. Isso porque ainda tenho inúmeras informações que não foram postadas e que são de interesse de todos que planejam viajar para a Irlanda. Também continuarei a responder todas as dúvidas através dos comentários e e-mails.

Há umas duas semanas conheci aqui em Bray a Alana e a Nayara. Com elas eu troquei vários e-mails antes de embarcarem para Irlanda. A Alana é gaúcha e o melhor, colorada, e a Nayara é de Brasília. Como toda boa gaúcha a Alana preparou um mate bem bom para nós. Só gostaria mesmo de fazer o registro e dizer o quanto é bacana encontrar pessoalmente com quem eu conversei através do Dossiê.

Para alguns blogueiros pode parecer pouco, mas para mim é muito, muito mesmo. Nem acreditei quando abri hoje o Google Analytics e o contador mostrou que desde janeiro até hoje foram 17 mil acessos no Dossiê Irlanda. Por isso quero agradecer o carinho de todos. Agradecer pelos recados, dicas e elogios. Fico sempre feliz em ajudar quem está vindo ou está planejando.

Como levar minhas malas de volta para o Brasil sem que o transporte custe mais que a própria bagagem? Este assunto está me causando muita dor de cabeça. A minha pesquisa começou pelo correio irlandês. A segunda opção foi consultar o valor do excesso de bagagem pela KLM. Liguei para a loja de produtos brasileiros em Dublin e eles me indicaram uma empresa. Entrei em contato e do outro lado da linha ouvi, em inglês claro: “450 euros para mandar uma mala”. Como dizemos lá no sul, “me caíram os butiás do bolso”.

Sobre a questão de trabalho, digo o seguinte: quem realmente quer trabalhar encontra uma colocação. Mas tem que ter muita força de vontade e correr atrás. O “deixar para amanhã” não funciona por aqui. Conheço um grupo de cinco meninas que chegou há mais de um mês aqui em Bray. Depois desse período, três estão trabalhando (como au pair) e duas ainda estão procurando.

…elas estavam caminhando na rua ao lado da Penny’s (que fica na O’Connell street) e um grupo de adolescentes, quatro meninos e uma menina, as atacou. Diziam o tempo todo “Give me that! Give me that!”, se referindo às sacolas que elas tinha nas mãos. Uma das minhas amigas foi derrubada no chão…

Esse post é uma sugestão da Alana que está vindo para Irlanda e sempre deixa comentários aqui no Dossiê.
Quando vim para Bray optei em ficar no hostel da escola (Language College Ireland) porque a localização é ótima e, se não me engano, é o único hostel da cidade. Um gaúcho que estava ficando no hostel me avisou que era apertado e não tinha guarda roupa nos quartos, tanto masculino quanto feminino. Mas decidi ficar lá pela boa localização.