
Hoje quero contar a história da Aline, que foi para Bray com o meu auxílio. Em um belo dia ela me escreveu perguntando sobre minha vida em Bray, assim como muitos de vocês me escrevem. Sugeri para ela que eu poderia fazer a ponte com a escola. Quando a Aline embarcou em janeiro fiquei com o coração na mão, esperando que tudo fosse conforme combinamos.

Estava realmente ansiosa para escrever este post. O Gustavo e eu preparamos um site especial dentro do Dossiê para falar sobre a nossa viagem pela Europa. Quer saber mais? então acesse:
www.dossieirlanda.com/pelaeuropa
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Estava eu na sala de aula, concentrada com as lições quando a Jaque (responsável pela escola) bate na porta e diz: “Zeneide, please” (sim aqui me chamam assim)! Em suas mãos estava uma arranjo com maravilhosas tulipas. Ela disse: “Happy Anniversary!” e me entregou aquelas flores junto com uma caixa de bombons.

Sei que muitos se perguntam: Vou conseguir trabalho? A crise afeta os estrangeiros? A Irlanda está, sim, em crise. Mas o pior já passou. A União Europeia transferiu muito dinheiro para a Irlanda na esperança que o país melhorasse, criasse oportunidades de emprego, educação e tudo mais. Acontece que parte desse dinheiro foi usado para outros fins, o que fez a UE parar com as transferências. Brasileiros que estão aqui há mais de cinco anos dizem: “Aqui a gente encontrava dinheiro na rua”.
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No começo a maior dificuldade é o idioma. Na primeira semana foi terrível. Eu não entendia quase nada e tive a sensação de que esqueci tudo que aprendi no Brasil. Aqui em Bray, especialmente, o sotaque é muito forte.

Minha opinião depois de 3 semanas aqui: Tudo acontece de maneira muito rápida. São milhares de novas informações todos os dias. Não saber aproveitar esse tempo pode, sim, prejudicar o objetivo da viagem. Escolher conviver apenas com brasileiros é uma possibilidade, mas não é a única. O tempo aqui é valioso. É preciso planejá-lo para não desperdiçá-lo.
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E a dúvida: é fácil arrumar emprego? Nessa uma semana e quatro dias que estou aqui percebi que esta questão depende muito de cada um. Segundo a Ariane, Naty, Igor e João (alguns brasileiros que estão aqui em Bray), os homens têm mais dificuldade para arrumar trabalho. Isso porque para as mulheres existe a opção de trabalhos que não exigem inglês fluente, como au pair. Mas as opiniões se dividem: “Vindo disposto a trabalhar, se arruma emprego sem problemas. Mas tem que estar disposto”, comentou a Naty, uma mineira que está aqui há quase dois anos.

A minha conversa com um dos oficiais da imigração foi curta e tranquila. Cheguei mostrei meu passaporte e ele pediu a carta da escola. Depois ele perguntou quanto tempo eu ia ficar e pronto. Só me atrapalhei quando…