
Sobre a questão de trabalho, digo o seguinte: quem realmente quer trabalhar encontra uma colocação. Mas tem que ter muita força de vontade e correr atrás. O “deixar para amanhã” não funciona por aqui. Conheço um grupo de cinco meninas que chegou há mais de um mês aqui em Bray. Depois desse período, três estão trabalhando (como au pair) e duas ainda estão procurando.
Acredito que, assim como eu, há centenas de brasileiros e brasileiras com histórias incríveis e dicas mágicas de como sobreviver nesta terra dos leprechauns. É por isso que a partir de hoje você vai assistir aqui no Dossiê irlanda depoimentos de gaúchos, baianos, cearenses, paulistas, cariocas… A diversidade cultural entre os brasileiros de Bray é grande. Na estreia, o depoimento da Daisy Salles, de Brasília, que está há seis meses aqui em Bray.

Minha opinião depois de 3 semanas aqui: Tudo acontece de maneira muito rápida. São milhares de novas informações todos os dias. Não saber aproveitar esse tempo pode, sim, prejudicar o objetivo da viagem. Escolher conviver apenas com brasileiros é uma possibilidade, mas não é a única. O tempo aqui é valioso. É preciso planejá-lo para não desperdiçá-lo.
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E a dúvida: é fácil arrumar emprego? Nessa uma semana e quatro dias que estou aqui percebi que esta questão depende muito de cada um. Segundo a Ariane, Naty, Igor e João (alguns brasileiros que estão aqui em Bray), os homens têm mais dificuldade para arrumar trabalho. Isso porque para as mulheres existe a opção de trabalhos que não exigem inglês fluente, como au pair. Mas as opiniões se dividem: “Vindo disposto a trabalhar, se arruma emprego sem problemas. Mas tem que estar disposto”, comentou a Naty, uma mineira que está aqui há quase dois anos.

“Sempre tive o desejo de estudar inglês fora do país, mas era como uma caixinha guardada em algum cantinho de meus pensamentos. A vontade reascendeu quando conheci meu namorado. Como eu, ele adora viajar e descobrir novidades. No ano passado comecei a pesquisar sobre intercâmbios. Mandei vários e-mails para diferentes agências. No começo o desejo era estudar em Londres, mas como os custos são altos e as regras para entrada na Inglaterra são muito rígidas, desisti. Foi então que descobri a Irlanda…